segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NOTA - LUCAS FORTUNA


É com profundo pesar e consternação que a Associação da Parada de Goiás e suas ONGs parceiras vêm a público notificar a morte de Lucas Fortuna, um ativista incansável do movimento LGBT de Goiânia e de Goiás. O rapaz faleceu na madrugada deste domingo, ao que tudo indica, mais uma vítima da homofobia que ele tanto tentava combater.

 
“O jornalista Lucas Cardoso Fortuna, de 28 anos, foi encontrado morto, na manhã de ontem, na praia do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. O corpo de Lucas tinha sinais de violência e estava ensanguentado, segundo informações do Departamento Policial de Homicídios de Recife (DPH), que investiga a morte do goiano.

Lucas era árbitro de voleibol e estava em Pernambuco a trabalho, pela Federação Goiana de Voleibol, para arbitrar um campeonato. A última vez que teria sido visto pelos amigos, que informaram à polícia, foi no sábado à noite, no hotel onde a delegação estava hospedada. Os amigos não o encontraram ontem e então iniciaram as buscas”, de acordo com informações do jornal Diário da Manhã, de Goiânia.


Fortuna era presidente regional do Partido dos Trabalhadores (PT) de Santo Antônio de Goiás; militante do Movimento Gay em Goiânia e um dos fundadores do Grupo Colcha de Retalhos, que luta pelas causas ligadas à Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) da Universidade Federal de Goiás, onde se formou. Ele compôs a diretoria das ONGs ADGLT e AGLT, além de participar da organização de diversas paradas gays em Goiânia e lutava pela transformação em lei do projeto que prevê a criminalização da Homofobia no Brasil.

 
A APOGLBT-GO lamenta profundamente esta perda e pede uma investigação apurada às autoridades pernambucanas para que este não se torne mais um crime impune, como tantos outros. Além disso, exige que os parlamentares se comprometam a aprovar, urgentemente, uma lei que criminalize a homofobia em nosso país. Segundo o Grupo Gay da Bahia, responsável pelo levantamento desses dados, um LGBT é assassinado diariamente no Brasil. É inadmissível, que em nome de preconceitos religiosos, nossos parlamentares fechem os olhos para tamanha violência. Não se trata apenas de uma questão de sexualidade, mas sim de humanidade. Até quando teremos de nos deparar com essas manchetes nos jornais? Até quando?

Basta de homofobia!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NOTA SOBRE O ASSASSINATO DAS 4 TRAVESTIS EM GO



A Associação de Travestis e Transexuais de Goiás (ASTRAL), o Fórum de Transexuais de Goiás e suas ONGS parceiras lamentam profundamente o episódio ocorrido na madrugada de 6 para 7 de setembro no qual quatro travestis foram barbaramente assassinadas em Aparecida de Goiânia e Hidrolândia.

É lamentável que isso tenha acontecido exatamente no dia em que as ONGs promoviam o Miss Drag Cultura, um evento criado justamente para mostrar o trabalho, o talento, e elevar a autoestima das travestis e transexuais.

Mais lamentável ainda é que o Estado de Goiás ocupe a nona posição no ranking nacional da homofobia. Só em 2011 foram 12 homossexuais assassinados, segundo dados do Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O relatório também constatou que Goiás tem uma taxa de duas a três violações homofóbicas por 100 mil habitantes. Em 2011, foram 6.809 casos de violações denunciados no disque 100 e, destes, 137 foram de Goiás. As cidades que mais denunciaram foram Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Cristalina.

É preciso que a Polícia investigue e puna exemplarmente esses criminosos. Todo cidadão tem o direito à vida garantido pela Constituição Federal, independente de qualquer tipo de discriminação.

É preciso que se implante urgentemente políticas públicas para defender esse segmento tão marginalizado de nossa população.

Todas as minorias têm seus estatutos e leis que as protegem: negros, mulheres, índios, crianças e adolescentes, deficientes. LGBT é a única minoria que ainda não foi contemplada por uma lei que a ampare.

Até quando teremos de conviver com tamanha violência e tamanho descaso do poder público?

Basta de homofobia!

Nesse momento de profunda dor, palavras não cumprem a função de amenizar tamanho sofrimento, mas levamos a cada família enlutada o nosso abraço, o nosso afeto, a nossa fé em Deus, pedindo que Ele os console e os ajude a superar tão difícil momento.

Associação de Travestis e Transexuais de Goiás
Fórum de Transexuais de Goiás
Associação da Parada LGBT de Goiás
Associação de Lésbicas de Goiás
Igreja IRIS
Afro LGBT
Flor de Lis - Trindade
Associação GDA - Anápolis

Kyara Houston é eleita a Miss Drag Cultura 2012



Cerca de 300 pessoas lotaram a Boate Total Flex na noite de ontem para acompanhar a eleição da Miss Drag Cultura 2012.

 
O evento, que está em sua quarta edição, e já faz parte do calendário LGBT goianiense, é promovido pelo Fórum de Transexuais de Goiás e suas ONGs parceiras: Associação da Parada de Goiás (APOLGBT-GO), Associação de Travestis e Transexuais de Goiás (ASTRAL-GO), Associação de Lésbicas de Goiás (Alego), Flor de Lis de Trindade, Grupo Diversidade LGBT de Anápolis e Igreja IRIS.

 
De acordo com Francisco Mendes, o produtor artístico do evento, “a disputa é voltada para a visibilidade de travestis e transexuais com o objetivo de mostrar o trabalho destas profissionais, valorizá-lo e torná-lo conhecido do grande público, além de combater a homofobia”.

 
Participaram do concurso as candidatas: Mary Landy, Waisla Blonde, Aguilera Summer, Aisla Toya, Kyara Houston e Princiany de Carvalho. Waisla foi a terceira colocada, Aisla Toya a segunda e a grande vencedora, eleita a Miss Drag Cultura 2012 foi a candidata Kyara Houston (de vestido verde, em primeiro plano). Elas foram avaliadas nos quesitos maquiagem, dublagem, produção e performance. O júri teve dificuldade para escolher a vencedora, já que a disputa foi acirrada. Kyara recebeu a faixa com o título, das mãos de Morgana Voguel, a Miss Drag Cultura 2011.

 
Além das candidatas que disputaram o título, abrilhantaram o evento a apresentadora Margoza, a Miss Beleza Gay 2012, além dos DJs que se encarregaram de garantir a animação durante toda a noite até o sol raiar: Allan Pércio (DJ residente) e os convidados Juno Duran (de Anápolis) e Marcos Promoter (do DF).

Para ver a GALERIA DE FOTOS do evento, clique aqui.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

XVI Parada LGBT de Goiânia - 2012


A ONG que venceu a licitação do Ministério da Saúde para organizar a XVI Parada LGBT de Goiânia em 2012 foi o GRUPO PELA VIDDA DE GOIÂNIA.

Toda a coordenação do evento está sob a responsabilidade dessa ONG. Para maiores informações, entre em contato:

Fone: (62) 3212-7178
E-mail: grupopelaviddago@gmail.com

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Excepcionalmente, em 2012, o Fórum de Transexuais de Goiás, a Associação da Parada LGBT de Goiás e suas ONGs parceiras não estarão participando do processo de construção e organização da Parada de Goânia, como aconteceu nos últimos 5 anos.




Paradas de Goiás e Distrito Federal - 2012

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fotos da XV Parada LGBT de Goiânia - 2011


Veja nossos álbuns de fotos no Orkut:

Vista geral da multidão


Drags, Boys, Pessoas, Grupos


Comissão Organizadora e Voluntários

Arco-íris toma o centro do poder estadual na XV Parada de Goiânia


Segundo dados da Polícia Militar, mais de 50 mil pessoas ocuparam as ruas do centro de Goiânia neste domingo durante a realização da XV Parada o Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de Goiânia.

Desde o meio-dia já era grande a presença de pessoas e à medida que a tarde ia caindo, centenas iam se juntando. Às dezessete e trinta, quando tocou o Hino Nacional, a Praça Cívica, centro do poder estadual, estava tomada por LGBT e simpatizantes. Mereceu destaque a presença de vários idosos, crianças e famílias inteiras que foram prestigiar a festa.

Apesar de ter mudado o local de concentração, devido à reforma do Parque Mutirama, a marcha manteve o itinerário dos anos anteriores: desceu pela avenida Araguaia, seguiu pela avenida Paranaíba, tomou a avenida Tocantins retornando à Praça Cívica, onde chegou por volta das vinte e trinta.

O tema deste ano, “Por uma lei que criminalize a homofobia”, foi escolhido devido ao aumento do número de casos de violência no estado contra LGBT, que saltou da 12ª para 5ª posição no ranking nacional. Apesar de todo o colorido e diversidade, que é a característica marcante do público, a XV Parada manteve o tom político, exigindo políticas públicas para o segmento, seja através dos muitos discursos nos carros de som, seja através de dezenas de cartazes pintados pelos alunos da UFG. Destaque também para a presença da secretária estadual de Políticas para Mulheres e Igualdade Racial, Gláucia Teodoro, que acompanhou toda a passeata no carro da comissão organizadora.

SEGURANÇA

O evento transcorreu em clima de tranquilidade e segundo o Major Glauber, comandante do policiamento, nenhuma ocorrência grave foi registrada, apenas ação de batedores de carteiras e pequenas brigas, causadas geralmente pelo excesso de álcool. Diferente dos anos anteriores, em que ganhou destaque na mídia nacional a atitude agressiva da polícia contra os manifestantes, nesse ano nenhum atrito foi registrado. Segundo o Samu, que registrou cerca de 40 ocorrências, a maioria delas teve como causa o coma alcoólico. O forte calor também fez com que algumas pessoas passassem mal.

TURISMO

O evento recebeu caravanas de dezenas de cidades do interior e de outros estados como Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará, mas a grande concentração de turistas era mesmo de pessoas vindas de Brasília e suas cidades satélites. Muita gente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também marcou presença. Alguns hotéis do centro da cidade estavam com lotação máxima desde a noite de sexta, segundo informaram gerentes consultados. A Comissão Organizadora alerta para a necessidade dos órgãos estaduais e municipais do turismo encararem a realização da parada como um grande evento que movimenta a economia local, gera emprego e renda e ainda como forma de oferecer uma melhor estrutura aos visitantes.

ORGANIZAÇÃO

A XV Parada não teve apoio do governo federal, através do Ministério da Saúde, como ocorria em anos anteriores. A divulgação foi feita via redes sociais e algo em torno de 15 mil panfletos custeados por membros da comissão organizadora. Grande parte dos vereadores de Goiânia foi solicitada para cooperar, mas apenas a vereadora Cidinha Siqueira atendeu ao chamado. No âmbito da Assembleia Legislativa, não foi diferente: apenas os deputados Mauro Rubem e Isaura Lemos cooperaram. Apoiaram a realização do evento o Governo de Goiás (Secretaria de Saúde, Polícia Militar, Samu, Corpo de Bombeiros, Saneago, Semira e Agepel) e a Prefeitura de Goiânia (AMT, AMMA, Sedem e Comurg). A parada foi organizada pelas ONGs ASTRAL (Associação de Travestis e Transexuais de Goiás), AFROLGBT, ALEGO (Associação de Lésbicas de Goiás), APOGLBT-GO (Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás), Flor de Lis (Trindade), Fórum de Transexuais de Goiás e Igreja I.R.I.S (Igreja Renovada Inclusiva para a Salvação).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

XV PARADA LGBT DE GOIÂNIA - 2011

Para ampliar, clique na imagem


XV Parada LGBT de Goiânia
Dia: 04 de setembro 2011
A partir das 12:00 horas
Praça Cívica


Tema: “Por uma lei que criminalize a homofobia”.


Realização: ASTRAL-GO (Associação de Travestis e Transexuais do Estado de Goiás)

O evento é apoiado pelo Governo do Estado de Goiás e Prefeitura Municipal de Goiânia através das Coordenações Estadual e Municipal de DST/AIDS.

Comissão Organizadora (ONGs): AFROLGBT, ALEGO (Associação de Lésbicas de Goiás), APOGLBT-GO (Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás), Flor de Lis (Trindade), Fórum de Transexuais de Goiás e Igreja I.R.I.S (Igreja Renovada Inclusiva para a Salvação).

Informações podem ser obtidas com a Presidente da ASTRAL-GO, Beth Fernandes, pelo fone (62) 8419-2523.


Outros canais de comunicação:

E-mail:
paradagoias@hotmail.com




Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?hl=pt-BR&tab=w0 (ou pesquise “parada goias”)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011