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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
I Parada LGBT de Trindade acontece em 1º Nov
II Parada LGBT da Cidade de Goiás
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Aconteceu neste domingo, 18 de outubro, a II Parada do Orgulho LGBT da Cidade de Goiás. Na tarde de sábado, 17/10, uma equipe das ONG organizadoras chegou à cidade para reforçar os trabalhos de divulgação, percorrendo alguns pontos turísticos, áreas de lazer e áreas residenciais da cidade. À noite o grupo participou de um sarau nas proximidades da Casa de Cora e fez panfletagem na Praça do Coreto. Para terminar a noite, ainda teve uma passagem pelo ‘happy hour’ da Praça de Eventos.
Na manhã de domingo, por volta das dez horas, a equipe se deslocou para o local de concentração e iniciou a montagem da estrutura. A parada deste ano contou com diversos complicadores, como a falta de água e energia. A cidade está enfrentando um severo racionamento. A temperatura, na casa dos quarenta graus, foi outro fator que prejudicou o comparecimento do público, que chegou, em sua maioria, depois das dezessete horas, quando o calor começou a abrandar.
Foi montada pela Secretaria Municipal de Saúde uma “Tenda da Prevenção”, com a aplicação de vacinas contra Hepatites e Febre Amarela. O médico e as enfermeiras distribuíram preservativos, materiais informativos, e ainda orientaram os presentes a respeito da prevenção das DST/AIDS. Em parceria com as ONG organizadoras do evento, o Grupo Pela Vidda, de Goiânia, aplicou o Teste Rápido de Fluido Oral, para detecção do HIV/AIDS. Nesta jornada foram aplicados quase 200 testes.
O evento contou ainda com a presença do Bonde dos Abusados, DJs, gogo boys, drag queens, misses, etc. Fizeram uso da palavra os ativistas Marco Aurélio (do Grupo Ypê Rosa), Odílio Torres (Assessor Municipal da Diversidade, de Goiânia), Juno Duran (presidente do GDA, de Anápolis) e Francisco Mendes (presidente da APOGLBT-GO). Um professor do ensino médio, assumidamente gay, também fez uso da palavra para relatar a sua experiência enquanto gay e figura pública da cidade. Os microfones ficaram a cargo de Gleidson Campos, Paulo Henrique Borges e Leonardo Ferreira. O objetivo da APOGLBT-GO é capacitar os jovens para que assumam o protagonismo do movimento no estado de Goiás.
Por volta das dezoito horas e trinta minutos, logo após a execução do Hino Nacional, os participantes deram início à passeata pelas ladeiras da cidade histórica. Ao som de muita música e gritos de ordem, a manifestação foi chamando a atenção de todos, por onde passava. Famílias inteiras, idosos e muitas crianças postaram-se nas calçadas para acompanhar o desfile. Chamou a atenção uma família que agitava uma bandeira do arco-íris. Depois de posar para uma foto com militantes, a mulher relatou que é mãe de uma lésbica e, que, por isso, toda a família apoia o movimento LGBT. Um grupo de motoqueiros e outro de motoristas também acompanhou o percurso, transformando a parada em uma carreata.
Já na parte final do trajeto, o cortejo parou em frente à Câmara Municipal, quando militantes fizeram discursos cobrando da classe política, de todas as esferas governamentais, as políticas públicas para a população LGBT.
Pouco depois a passeata chegou ao ponto de partida. O som permaneceu ligado por algum tempo, para alegria dos presentes. Como ponto positivo da edição de 2015, foi constatada a presença de muitos LGBT locais acompanhando a passeata, o que não havia acontecido no ano anterior. Merece registro também a presença de muitos idosos e crianças, o que tem diferenciado a parada da Cidade de Goiás das demais do interior goiano.
A II Parada LGBT da Cidade de Goiás foi realizada pela APOGLBT-GO (Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás) em parceria com as ONG GDA (Grupo da Diversidade LGBT de Anápolis), ACDH-A (Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura Aparecidense) e foi apoiada pelo Ministério da Saúde, Prefeitura Municipal da Cidade de Goiás através das secretarias de Saúde, Cultura e Turismo. Contou ainda com o apoio da Polícia Militar, SAMU, Corpo de Bombeiros e Saneago.
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II Parada da Cidade de Goiás /GO acontece dia 18/10
I Parada LGBT de Anicuns
O GDA (Grupo da Diversidade LGBT de
Anápolis) realizou neste domingo, 11/10, a I Parada do Orgulho LGBT de
Anicuns. A atividade foi uma parceria com as ONG APOGLBT-GO, ACDH-A e
UJS.
Que você, leitor, nos permita a licença poética. Hoje, ao invés do tom jornalístico de nossas coberturas vamos adotar o tom da crônica, pois uma parada tão encantadora como foi a de Anicuns não pode ser narrada com o tom formal de uma matéria jornalística.
Anicuns é uma cidade de vinte e poucos mil habitantes, logo não se poderia esperar multidões como em Aparecida de Goiânia ou Goiânia. Mas, o que mais chamou a atenção nesta parada foi o envolvimento das pessoas. Quando a equipe da capital chegou para iniciar os trabalhos, logo na entrada da cidade já foi recebida por um grupo de LGBT, formado principalmente por travestis, que estavam ali prontas para ajudar. Com tamanho empenho, a estrutura foi rapidamente montada. Mas esta não era a única demonstração de cordialidade: por volta das dez horas da manhã, as anfitriãs preparam um lanche para a equipe que estava trabalhando na montagem e um pouco mais tarde foi servido um almoço. E nada disso foi articulado por órgão público ou instituição, mas partiu da iniciativa dos próprios LGBT da cidade, que mais tarde cederam suas casas para que a equipe de Goiânia tomasse banho e se preparasse para o evento.
A parada começou tímida, pois havia um receio geral na cidade do que haveria de ser essa tal “parada gay”. A ideia que os habitantes tinham na cabeça, segundo relataram, era daqueles eventos gigantescos dos grandes centros; dos tumultos que “certamente aconteceriam” e, principalmente, dos excessos como cenas de nudez ou afrontas religiosas. Felizmente nada disso aconteceu. A Polícia Militar, muito solícita e prestativa, não registrou uma única ocorrência. Os religiosos, que faziam um culto no trajeto da parada, aplaudiram os manifestantes pela atitude educada de desligar o som do trio durante a passagem em frente ao templo. Ao que os LGBT retribuíram com outra salva de palmas.
Quem quebrou o gelo foi mesmo o pessoal da excursão de Goiânia, que chegou cantando e entoando gritos de ordem do movimento. Aos poucos a população foi se aproximando e como se pode ver nas fotos, muitas famílias, idosos e crianças se juntaram ao grupo para assistir às apresentações dos DJs, Drag Queens, Gogo boys e principalmente da Rainha das Paradas da APOGLBT-GO, Thayná Moura, que arrancou efusivos aplausos dos presentes.
Também chamou a atenção a “Tenda da Prevenção” montada pelas funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde. Poucas vezes se viu em uma parada LGBT uma tenda tão bem decorada, com tamanho bom gosto. Mas o principal era a sua função: distribuir preservativos, materiais informativos e orientar o público a respeito da prevenção das DST/AIDS.
Por volta das dezoito horas, o grupo saiu em passeata pelas principais avenidas da cidade. Aquelas pessoas tímidas, temerosas de serem vistas em um evento dessa natureza e que não tiveram coragem de ir ao local da concentração, não resistiram e se postaram nas calçadas para ver o cortejo passar. Sentadas, confortavelmente em suas cadeiras, como é comum nas cidades calmas do interior. Alguns motoristas e motociclistas incrementaram a carreata com o som de suas buzinas, chamando ainda mais a atenção dos moradores. Por onde o grupo passava, era saudado pelas pessoas nas calçadas. De resto, até um grupo de cães acompanhou a passeata. O percurso teve cerca de três quilômetros e terminou no local de partida, com todos querendo um pouco mais daquela manifestação política que mais pareceu uma confraternização entre amigos.
Enfim, a I Parada LGBT de Anicuns cumpriu a sua finalidade, que era a de levar as ações de prevenção das DST/AIDS até as pequenas cidades do interior, pois segundo dados do Ministério da Saúde, uma das constatações que mais preocupam é o avanço dessas endemias em áreas interioranas. Por outro lado, como o tema da parada já dizia, “é preciso conhecer para respeitar”, ou seja, a comunidade local teve a oportunidade de ter um contato mais próximo com a cultura LGBT e suas reivindicações em matérias como direitos humanos e cidadania. O que se espera é que agora essa comunidade tenha um outro olhar a respeito da questão LGBT. E a julgar pelas manifestações positivas, pela boa impressão causada pelas pessoas que participaram da parada, não é exagero afirmar que na simpática cidade de Anicuns, não ficaremos apenas na primeira parada, mas teremos a segunda, a terceira e muitas outras. Como afirmou Francisco Mendes, coordenador do evento, “quantidade não é qualidade e a parada de Anicuns se destacou justamente por ser uma parada politizada, que contou com o envolvimento da comunidade. Isso sim, é muito importante.” Vale lembrar que a primeira parada de Goiânia, em 1997, reuniu apenas 09 (nove) manifestantes e cerca de 20 (vinte) policiais! A julgar por essa comparação, a I Parada de Anicuns foi um sucesso!
O GDA e as ONG parceiras agradecem à Polícia Militar, SAMU, Secretaria Municipal de Saúde, Rádio Anicuns FM, aos militantes, aos artistas, aos LGBT locais, a todos os participantes e à toda à comunidade anicuense, que ajudaram a fazer da I Parada LGBT de Anicuns um ‘grande’ evento.
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Que você, leitor, nos permita a licença poética. Hoje, ao invés do tom jornalístico de nossas coberturas vamos adotar o tom da crônica, pois uma parada tão encantadora como foi a de Anicuns não pode ser narrada com o tom formal de uma matéria jornalística.
Anicuns é uma cidade de vinte e poucos mil habitantes, logo não se poderia esperar multidões como em Aparecida de Goiânia ou Goiânia. Mas, o que mais chamou a atenção nesta parada foi o envolvimento das pessoas. Quando a equipe da capital chegou para iniciar os trabalhos, logo na entrada da cidade já foi recebida por um grupo de LGBT, formado principalmente por travestis, que estavam ali prontas para ajudar. Com tamanho empenho, a estrutura foi rapidamente montada. Mas esta não era a única demonstração de cordialidade: por volta das dez horas da manhã, as anfitriãs preparam um lanche para a equipe que estava trabalhando na montagem e um pouco mais tarde foi servido um almoço. E nada disso foi articulado por órgão público ou instituição, mas partiu da iniciativa dos próprios LGBT da cidade, que mais tarde cederam suas casas para que a equipe de Goiânia tomasse banho e se preparasse para o evento.
A parada começou tímida, pois havia um receio geral na cidade do que haveria de ser essa tal “parada gay”. A ideia que os habitantes tinham na cabeça, segundo relataram, era daqueles eventos gigantescos dos grandes centros; dos tumultos que “certamente aconteceriam” e, principalmente, dos excessos como cenas de nudez ou afrontas religiosas. Felizmente nada disso aconteceu. A Polícia Militar, muito solícita e prestativa, não registrou uma única ocorrência. Os religiosos, que faziam um culto no trajeto da parada, aplaudiram os manifestantes pela atitude educada de desligar o som do trio durante a passagem em frente ao templo. Ao que os LGBT retribuíram com outra salva de palmas.
Quem quebrou o gelo foi mesmo o pessoal da excursão de Goiânia, que chegou cantando e entoando gritos de ordem do movimento. Aos poucos a população foi se aproximando e como se pode ver nas fotos, muitas famílias, idosos e crianças se juntaram ao grupo para assistir às apresentações dos DJs, Drag Queens, Gogo boys e principalmente da Rainha das Paradas da APOGLBT-GO, Thayná Moura, que arrancou efusivos aplausos dos presentes.
Também chamou a atenção a “Tenda da Prevenção” montada pelas funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde. Poucas vezes se viu em uma parada LGBT uma tenda tão bem decorada, com tamanho bom gosto. Mas o principal era a sua função: distribuir preservativos, materiais informativos e orientar o público a respeito da prevenção das DST/AIDS.
Por volta das dezoito horas, o grupo saiu em passeata pelas principais avenidas da cidade. Aquelas pessoas tímidas, temerosas de serem vistas em um evento dessa natureza e que não tiveram coragem de ir ao local da concentração, não resistiram e se postaram nas calçadas para ver o cortejo passar. Sentadas, confortavelmente em suas cadeiras, como é comum nas cidades calmas do interior. Alguns motoristas e motociclistas incrementaram a carreata com o som de suas buzinas, chamando ainda mais a atenção dos moradores. Por onde o grupo passava, era saudado pelas pessoas nas calçadas. De resto, até um grupo de cães acompanhou a passeata. O percurso teve cerca de três quilômetros e terminou no local de partida, com todos querendo um pouco mais daquela manifestação política que mais pareceu uma confraternização entre amigos.
Enfim, a I Parada LGBT de Anicuns cumpriu a sua finalidade, que era a de levar as ações de prevenção das DST/AIDS até as pequenas cidades do interior, pois segundo dados do Ministério da Saúde, uma das constatações que mais preocupam é o avanço dessas endemias em áreas interioranas. Por outro lado, como o tema da parada já dizia, “é preciso conhecer para respeitar”, ou seja, a comunidade local teve a oportunidade de ter um contato mais próximo com a cultura LGBT e suas reivindicações em matérias como direitos humanos e cidadania. O que se espera é que agora essa comunidade tenha um outro olhar a respeito da questão LGBT. E a julgar pelas manifestações positivas, pela boa impressão causada pelas pessoas que participaram da parada, não é exagero afirmar que na simpática cidade de Anicuns, não ficaremos apenas na primeira parada, mas teremos a segunda, a terceira e muitas outras. Como afirmou Francisco Mendes, coordenador do evento, “quantidade não é qualidade e a parada de Anicuns se destacou justamente por ser uma parada politizada, que contou com o envolvimento da comunidade. Isso sim, é muito importante.” Vale lembrar que a primeira parada de Goiânia, em 1997, reuniu apenas 09 (nove) manifestantes e cerca de 20 (vinte) policiais! A julgar por essa comparação, a I Parada de Anicuns foi um sucesso!
O GDA e as ONG parceiras agradecem à Polícia Militar, SAMU, Secretaria Municipal de Saúde, Rádio Anicuns FM, aos militantes, aos artistas, aos LGBT locais, a todos os participantes e à toda à comunidade anicuense, que ajudaram a fazer da I Parada LGBT de Anicuns um ‘grande’ evento.
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XX Parada LGBT de Goiânia
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
I Parada de Anicuns/GO acontece dia 11/10
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Na manhã desta quarta-feira, dia 23, Francisco Mendes, presidente da APOGLBT-GO, se reuniu
com militantes da cidade e também com Secretários Municipais. Em pauta,
os preparativos para a I PARADA DO ORGULHO LGBT DE ANICUNS - GO, que foi
confirmada para o dia 11 de outubro, às quatorze horas, com
concentração em frente ao Centro de Convenções. Parabéns ao grupo pelo
engajamento na luta pela prevenção das DST/AIDS, bem como na luta contra
o preconceito, o machismo e a homofobia. O evento é uma realização do
GDA (Grupo G Diversidade Lgbt De Anapolis em parceria com as ONG
APOGLBT-GO, ACDH-A e UJS-Anápolis.
EXCURSÃO saindo de Goiânia:
terça-feira, 15 de setembro de 2015
PARADA DE PIRENÓPOLIS É ADIADA
COMUNICADO
1) Considerando
que no dia 20 de setembro estão marcadas 02 paradas, sendo uma no
entorno do DF e outra na região metropolitana de Goiânia;
2) Considerando que nosso movimento deve ser de união e não de fragmentação;
3) Considerando o direito dos LGBT de participar de todas as paradas;
A APOGLBT-GO tomou a decisão de ADIAR a II Parada de Pirenópolis.
Por esse inconveniente, pedimos desculpas. Mas todas as providências
estão sendo tomadas para que o evento aconteça da melhor maneira
possível.
Informamos ainda que nossa parada foi a primeira a ser
marcada e foi amplamente divulgada desde o dia 11 de julho. Esta parada
já deveria ter acontecido no dia 23 de agosto, mas foi remarcada para 20
de setembro pelo mesmo motivo: choque de datas. Nos dois casos,
chamamos os companheiros das duas cidades de Goiás e explicamos que
nossa parada já estava toda construída, os órgãos públicos mobilizados e
a parada amplamente divulgada através de folders, flyers, panfletos,
etc. Mas, insensível a nossos argumentos, estes companheiros se
recusaram a recuar. Propomos, inclusive, que a APOGLBT-GO ajudaria a
eles na mobilização para suas paradas. Mas nenhum argumento foi capaz de
demovê-los da ideia. Por isso, considerando que Goiás não comporta duas
paradas num mesmo dia, ainda mais em cidades tão próximas, tomamos a
iniciativa de recuar. Pensando unicamente no direito que os LGBT têm de
se mobilizar e participar de todas as paradas. Nosso objetivo é a união,
porque nosso inimigo é o machismo e a homofobia. Agora, se esses
companheiros não pensam assim, nós só temos a lamentar.
Em breve uma nova data será divulgada.
Pedimos a compreensão de todos e que nos auxiliem compartilhando esse comunicado.
APOGLBT-GO
#Compartilhe o flyer para celular:
20 mil pessoas na 3ª Parada LGBT de Aparecida de Goiânia
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Na tarde deste domingo, 13/09, cerca de
vinte mil pessoas compareceram na Alameda do Almeida, nas imediações do
Buriti Shopping para acompanhar a 3ª Parada do Orgulho LGBT de
Aparecida de Goiânia. Por volta do meio-dia a movimentação de pessoas já
era grande no local para a montagem da estrutura. Com esse público, a
parada de Aparecida, em sua terceira edição, já se firma como a maior do
interior de Goiás e ainda tem um enorme potencial de crescimento.
A partir das quatorze horas a aglomeração começou a se intensificar com as atividades no trio principal. Com o tema “Respeito sim, homofobia não”, o movimento visou conscientizar a população LGBT e a comunidade em geral da necessidade de se respeitar as orientações sexuais, as identidades de gênero e de se criar no Brasil uma lei que criminalize a homofobia. Segundo Francisco Mendes, presidente da APOGLBT-GO, “Todas as minorias como mulheres, crianças e adolescentes, índios, negros e deficientes têm seu estatuto e sua lei. A população LGBT é a única que não possui uma legislação própria que contemple as suas demandas. Por causa disso, o Brasil é um dos campeões mundiais em casos de homofobia e violência contra LGBT. Precisamos urgentemente mudar esta triste realidade.”
A parada contou com a apresentação dos DJ’s Júnior Duran, Iago e Lipi Bitch, do Gogodance Daniel, e do Bonde Detonadores do Funk, além da cantora Miria Lis Lis e de sua filha, a jovem Sara Rodrigues que cantou o Hino Nacional no início da passeata.
DISCURSOS – Além dos integrantes das ONG promotoras do evento, fizeram uso da palavra o militante Marco Aurélio, um dos fundadores da ONG Ipê Rosa, a mais antiga de Goiânia e o Assessor da Diversidade Sexual da Prefeitura de Goiânia, Odílio Torres. Seus discursos inflamados contemplaram todas as demandas da comunidade LGBT e arrancaram aplausos da multidão.
RAINHA – Thainá Moura foi coroada “Rainha das Paradas da APOGLBT-GO 2015”. Sua escolha foi feita pela própria diretoria da ONG por falta de tempo hábil para a organização de um concurso. Para os próximos anos, a intenção é realizar um concurso com presença de várias candidatas. A Rainha de 2015 brindou a todos com uma bela produção, uma apresentação e um discurso bastante politizado.
CASAMENTO – Um dos pontos altos da parada foi o casamento das lésbicas Patrícia e Vanusa e dos gays Dener e Dione. A cerimônia foi celebrada pelo Pastor Edson Santana da Igreja IRIS (Igreja Inclusiva Renovada para a Salvação), que é uma congregação voltada para a comunidade LGBT. O casamento seguiu os moldes clássicos e teve música para a entrada dos noivos, leitura de sermão bíblico, troca de juras de fidelidade, beijos ao final e até a tradicional jogada do buquê. A união dos casais despertou grande interesse dos presentes.
PREVENÇÃO DST/AIDS – A parada foi bastante politizada, com muitos banners e faixas fazendo alusão à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e do HIV/AIDS. O ônibus CTA Itinerante, da Secretaria Municipal de Saúde, esteve no local realizando dezenas de testes rápidos e distribuindo preservativos e matérias informativos sobre as doenças. A procura por testes foi grande, a ponto de ter de ser interrompida a determinado momento, pois a estrutura não suportava tamanha demanda.
BEIJAÇO – Por volta das 18:30 a multidão saiu em passeata, ao som de quatro trios elétricos. Na parte final da marcha, os veículos pararam em frente ao Buriti Shopping. Foi feita uma locução apresentando os números dramáticos da homofobia e dos crimes contra os LGBT no Brasil. Em seguida, um minuto de silêncio para relembrar o jovem João Antônio Donati, morto em Inhumas no ano passado. Por fim, para celebrar o orgulho, os LGBT fizeram um beijaço, levando os presentes ao delírio. Poucos depois, a passeata chegou ao seu fim, sem que a maioria dos presentes desejasse ir embora.
SEGURANÇA – 17 viaturas da Polícia Militar, Guarda Municipal e SMTA e uma centena de homens fizeram a segurança dos presentes. Segundo informações do comandante do policiamento, nenhum incidente grave foi registrado.
A APOGLBT-GO, o GDA, a ACDH-A e UJS agradecem a todos que direta ou indiretamente contribuíram para o êxito desse evento e convida a todos para participarem de suas próximas paradas na Cidade de Goiás, Pirenópolis e em outras cidades quem em breve serão divulgadas. A todos o nosso muito obrigado.
A partir das quatorze horas a aglomeração começou a se intensificar com as atividades no trio principal. Com o tema “Respeito sim, homofobia não”, o movimento visou conscientizar a população LGBT e a comunidade em geral da necessidade de se respeitar as orientações sexuais, as identidades de gênero e de se criar no Brasil uma lei que criminalize a homofobia. Segundo Francisco Mendes, presidente da APOGLBT-GO, “Todas as minorias como mulheres, crianças e adolescentes, índios, negros e deficientes têm seu estatuto e sua lei. A população LGBT é a única que não possui uma legislação própria que contemple as suas demandas. Por causa disso, o Brasil é um dos campeões mundiais em casos de homofobia e violência contra LGBT. Precisamos urgentemente mudar esta triste realidade.”
A parada contou com a apresentação dos DJ’s Júnior Duran, Iago e Lipi Bitch, do Gogodance Daniel, e do Bonde Detonadores do Funk, além da cantora Miria Lis Lis e de sua filha, a jovem Sara Rodrigues que cantou o Hino Nacional no início da passeata.
DISCURSOS – Além dos integrantes das ONG promotoras do evento, fizeram uso da palavra o militante Marco Aurélio, um dos fundadores da ONG Ipê Rosa, a mais antiga de Goiânia e o Assessor da Diversidade Sexual da Prefeitura de Goiânia, Odílio Torres. Seus discursos inflamados contemplaram todas as demandas da comunidade LGBT e arrancaram aplausos da multidão.
RAINHA – Thainá Moura foi coroada “Rainha das Paradas da APOGLBT-GO 2015”. Sua escolha foi feita pela própria diretoria da ONG por falta de tempo hábil para a organização de um concurso. Para os próximos anos, a intenção é realizar um concurso com presença de várias candidatas. A Rainha de 2015 brindou a todos com uma bela produção, uma apresentação e um discurso bastante politizado.
CASAMENTO – Um dos pontos altos da parada foi o casamento das lésbicas Patrícia e Vanusa e dos gays Dener e Dione. A cerimônia foi celebrada pelo Pastor Edson Santana da Igreja IRIS (Igreja Inclusiva Renovada para a Salvação), que é uma congregação voltada para a comunidade LGBT. O casamento seguiu os moldes clássicos e teve música para a entrada dos noivos, leitura de sermão bíblico, troca de juras de fidelidade, beijos ao final e até a tradicional jogada do buquê. A união dos casais despertou grande interesse dos presentes.
PREVENÇÃO DST/AIDS – A parada foi bastante politizada, com muitos banners e faixas fazendo alusão à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e do HIV/AIDS. O ônibus CTA Itinerante, da Secretaria Municipal de Saúde, esteve no local realizando dezenas de testes rápidos e distribuindo preservativos e matérias informativos sobre as doenças. A procura por testes foi grande, a ponto de ter de ser interrompida a determinado momento, pois a estrutura não suportava tamanha demanda.
BEIJAÇO – Por volta das 18:30 a multidão saiu em passeata, ao som de quatro trios elétricos. Na parte final da marcha, os veículos pararam em frente ao Buriti Shopping. Foi feita uma locução apresentando os números dramáticos da homofobia e dos crimes contra os LGBT no Brasil. Em seguida, um minuto de silêncio para relembrar o jovem João Antônio Donati, morto em Inhumas no ano passado. Por fim, para celebrar o orgulho, os LGBT fizeram um beijaço, levando os presentes ao delírio. Poucos depois, a passeata chegou ao seu fim, sem que a maioria dos presentes desejasse ir embora.
SEGURANÇA – 17 viaturas da Polícia Militar, Guarda Municipal e SMTA e uma centena de homens fizeram a segurança dos presentes. Segundo informações do comandante do policiamento, nenhum incidente grave foi registrado.
A APOGLBT-GO, o GDA, a ACDH-A e UJS agradecem a todos que direta ou indiretamente contribuíram para o êxito desse evento e convida a todos para participarem de suas próximas paradas na Cidade de Goiás, Pirenópolis e em outras cidades quem em breve serão divulgadas. A todos o nosso muito obrigado.
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sábado, 12 de setembro de 2015
3ª parada LGBT de Aparecida acontece no domingo 13/09
A Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás (APOGLBT-GO) promove, no domingo, 13 de setembro, a 3ª Parada do Orgulho LGBT de Aparecida de Goiânia. A concentração será na Alameda do Almeida (continuação da Av. Uru) esquina com a Avenida Rio Verde (próximo ao Buriti Shopping) com início previsto para as quatorze horas. Com o tema “Respeito sim, homofobia não”, o evento pretende conscientizar lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, além da população em geral, da necessidade de se cultivar a cultura do respeito à orientação sexual, à identidade de gênero, bem como da necessidade de se criminalizar a homofobia. Além disso, visa incentivar a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e do HIV/AIDS.
Francisco Mendes, coordenador do evento pela APOGLBT-GO,
ressalta que, “apesar de todos os esforços,
os índices de contaminação dos jovens pelo HIV/AIDS ainda são muito altos e
mostram uma tendência de crescimento, revestindo-se de grande importância o
engajamento de toda a sociedade para a conscientização dessa faixa etária para
o uso do preservativo. Não só dos jovens, mas de pessoas de todas as idades.
Além disso, precisamos conscientizar a população sobre direitos humanos e
cidadania LGBT. O Brasil é um dos países campeões mundiais em casos de
homofobia e é preciso trabalhar a questão do respeito para sairmos deste triste
ranking”.
As atividades da III Parada começam na sexta, dia 11,
com a realização da Blitz da Prevenção, nas imediações do Supermercado Super
Store, na avenida Rio Verde. Na oportunidade serão distribuídos preservativos,
gel lubrificante e material informativo sobre as DST/AIDS.
ATRAÇÕES CULTURAIS
No domingo, dia 13, a partir das 14:00 horas, e durante
toda a tarde, haverá apresentações culturais e muita música nos trios elétricos
com os DJ’s Júnior Duran, Iago e Lipi Bitch. Animarão a galera os MC’s Mac
Jhony e Pikadilha, além de Ângelo Rocha & Cia. A irreverência ficará por
conta dos bondes Ritmo Quente e Detonadores do Funk, e do grupo Glitter Stiletto
Dance. O toque de sensualidade ficará a cargo de Daniel Gogodance e Victor
Gogobear. Marcará presença a Rainha das Paradas da APOGLBT/2015 Thayná Moura e
Nicolly Thunder Drag. Na saída da
passeata, a jovem Sara Rodrigues cantará o Hino Nacional. Antes disso, se
apresentará em dupla com a sua mãe, Miria Lils Lils.
CASAMENTOS
O clima de amor também terá espaço na 3ª Parada de
Aparecida: para as dezesseis horas estão previstas duas cerimônias de casamento.
Uma do casal de lésbicas Patrícia Fabiana e Vanusa Sueda, e outra do casal gay
masculino Dener Matias e Dione Costa. As cerimônias serão presididas pelo
pastor Edson Santana, da Igreja IRIS (Igreja Renovada Inclusiva para a
Salvação), congregação esta voltada para o público LGBT.
PREVENÇÃO DST/AIDS
Entre as apresentações culturais e ao longo de toda
a tarde haverá brincadeiras, sorteio de brindes e distribuição massiva de
material informativo sobre as DST/AIDS e insumos de prevenção como camisinhas e
gel lubrificante na Tenda da Prevenção. Na oportunidade será oferecido o teste
de Fluído Oral para detecção do HIV e Sífilis. A testagem será feita por uma
equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento de Aparecida de Goiânia com a utilização
do micro-ônibus conhecido como CTA Itinerante.
PASSEATA
Por volta das dezessete horas e trinta minutos, a
multidão sairá em passeata pelas ruas da cidade. A expectativa da comissão
organizadora é reunir cerca de dez mil pessoas. Para esse ano o trajeto será
alongado e alcançará o Terminal do Cruzeiro, onde entrará na Av. Rio Verde para
retornar ao ponto de partida. Em frente ao Buriti Shopping será realizado o
tradicional “Beijaço”, para dizer sim ao respeito e não à homofobia.
A parada é promovida pela Associação da Parada do
Orgulho GLBT de Goiás (APOGLBT-GO) em parceria com o GDA (Grupo Diversidade
LGBT de Anápolis), ACDH-A (Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura
Aparecidense) e UJS (União dos Jovens Socialistas de Anápolis), e tem o apoio do
Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST/AIDS e Hepatites
Virais, da Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia, das Coordenações
Estadual e Municipal de DST/AIDS, Polícia Militar, SMTA, Guarda Municipal, etc.
Maiores informações poderão ser obtidas pelo Facebook “parada goiás”, pelo e-mail paradagoias@hotmail.com ou pelo fone (62) 9176-5720 ou 8294-7830 com Francisco Mendes.
Atrações da 3ª Parada LGBT de Aparecida de Goiânia
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