Embora não tenha recebido financiamento do Ministério da Saúde em 2016 para a realização de eventos, a APOGLBT-GO informa que todas as paradas planejadas estão CONFIRMADAS! Leia o comunicado abaixo.
sábado, 30 de abril de 2016
Paradas LGBT do Interior de Goiás 2016 - Comunicado
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
II Parada LGBT de Pirenópolis - 2015
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Encerrando a temporada de paradas 2015,
a APOGLBT-GO promoveu no dia 29 de novembro a II Parada do Orgulho LGBT
de Pirenópolis, com o apoio do GDA (Grupo da Diversidade LGBT de
Anápolis, da ACDH-A (Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura
Aparecidense) e da UJS (União dos Jovens Socialistas de Anápolis).
As atividades começaram na quinta-feira, 26/11, com uma panfletagem. No sábado de véspera, esta atividade foi reforçada com uma nova ronda pelos principais pontos turísticos da cidade. Por volta das treze horas a equipe começou a decorar o trio e a espalhar faixas e banners nos muros de pedra que circundam o Estacionamento da Feira, local de realização do evento.
Aos poucos, e de forma tímida, os pirenopolinos foram se aproximando, curiosos para ver o que ali aconteceria. Logo depois chegaram as caravanas de Goiânia, Brasília e muitos carros de Anápolis, Ceres e outras cidades da região.
Durante a tarde aconteceram apresentações do DJ Duran, da drag queen Salete Lopes e do grupo Requebra Dance, além do Gogodance Daniel, que se apresentou como Papai Noel. Fizeram uso da palavra os ativistas Marco Aurélio (do Grupo Ypê Rosa/Oxumaré), Odílio Torres (Assessor Municipal da Diversidade de Goiânia), Júnior Duran (presidente do GDA), Gleidson Campos (presidente da ACDH-A), além de Francisco Mendes (presidente da APOGLBT-GO). Nos discursos os militantes abordaram a questão da prevenção das DST/AIDS, da Cidadania e dos Direitos Humanos LGBT.
Uma parceria da APOGLBT-GO com o Grupo Eles Por Eles, de Goiânia, possibilitou a realização do Teste Rápido de Fluído Oral. Além disso foram distribuídos preservativos, folders e panfletos orientando sobre a prevenção das DST/AIDS.
Por volta das 18:00 horas, após a execução do Hino Nacional, a multidão saiu em passeata pelas ruas centrais da cidade. Um pouco adiante, em frente à Prefeitura Municipal, o militante Marco Aurélio fez um inflamado discurso em defesa dos cidadãos da cidade mineira de Mariana, que recentemente foi vítima do rompimento de duas barragens. Na oportunidade, o ativista denunciou o descaso e o desrespeito das autoridades do país para com os seus cidadãos, nas mais diferentes situações de catástrofe e miséria social, sendo muito aplaudido pelos participantes da passeata, bem como por pessoas que estavam nas residências e bares ao longo da avenida.
Depois de um percurso de cerca de três quilômetros, onde foi saudada por dezenas de famílias e curiosos que se postaram ao longo do trajeto, já era noite quando a passeata retornou ao ponto de partida, terminando com um beijaço no Estacionamento da Feira. Os participantes ainda queriam mais e um clima de saudade já tomava conta de todos.
As atividades começaram na quinta-feira, 26/11, com uma panfletagem. No sábado de véspera, esta atividade foi reforçada com uma nova ronda pelos principais pontos turísticos da cidade. Por volta das treze horas a equipe começou a decorar o trio e a espalhar faixas e banners nos muros de pedra que circundam o Estacionamento da Feira, local de realização do evento.
Aos poucos, e de forma tímida, os pirenopolinos foram se aproximando, curiosos para ver o que ali aconteceria. Logo depois chegaram as caravanas de Goiânia, Brasília e muitos carros de Anápolis, Ceres e outras cidades da região.
Durante a tarde aconteceram apresentações do DJ Duran, da drag queen Salete Lopes e do grupo Requebra Dance, além do Gogodance Daniel, que se apresentou como Papai Noel. Fizeram uso da palavra os ativistas Marco Aurélio (do Grupo Ypê Rosa/Oxumaré), Odílio Torres (Assessor Municipal da Diversidade de Goiânia), Júnior Duran (presidente do GDA), Gleidson Campos (presidente da ACDH-A), além de Francisco Mendes (presidente da APOGLBT-GO). Nos discursos os militantes abordaram a questão da prevenção das DST/AIDS, da Cidadania e dos Direitos Humanos LGBT.
Uma parceria da APOGLBT-GO com o Grupo Eles Por Eles, de Goiânia, possibilitou a realização do Teste Rápido de Fluído Oral. Além disso foram distribuídos preservativos, folders e panfletos orientando sobre a prevenção das DST/AIDS.
Por volta das 18:00 horas, após a execução do Hino Nacional, a multidão saiu em passeata pelas ruas centrais da cidade. Um pouco adiante, em frente à Prefeitura Municipal, o militante Marco Aurélio fez um inflamado discurso em defesa dos cidadãos da cidade mineira de Mariana, que recentemente foi vítima do rompimento de duas barragens. Na oportunidade, o ativista denunciou o descaso e o desrespeito das autoridades do país para com os seus cidadãos, nas mais diferentes situações de catástrofe e miséria social, sendo muito aplaudido pelos participantes da passeata, bem como por pessoas que estavam nas residências e bares ao longo da avenida.
Depois de um percurso de cerca de três quilômetros, onde foi saudada por dezenas de famílias e curiosos que se postaram ao longo do trajeto, já era noite quando a passeata retornou ao ponto de partida, terminando com um beijaço no Estacionamento da Feira. Os participantes ainda queriam mais e um clima de saudade já tomava conta de todos.
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domingo, 15 de novembro de 2015
II Parada LGBT de Pirenópolis é confirmada para 29 NOV
Nesta quinta-feira, 12/11, Francisco Mendes, presidente da APOGLBT-GO,
passou o dia na cidade de Pirenópolis, em reuniões com as autoridades
municipais, acertando os últimos detalhes para a realização da II Parada
LGBT daquele município. Depois de algumas alterações nas datas, locais
de concentração e percurso, o evento finalmente foi confirmado para o
dia 29 de novembro, a partir das 12:00 horas, no Estacionamento da
Feira, à Rua São Paulo esquina com Rua
21 de Abril, logo atrás do Posto BR, no Centro da cidade. Além da
extensa agenda cultural, uma das questões que atrasaram a definição do
cronograma foi justamente a reivindicação da Comissão Organizadora de
que o evento fosse realizado em área central e de fácil acesso. Pois
bem, esta solicitação foi acatada pelas autoridades municipais, o que
certamente contribuirá para a participação dos LGBT, bem como da
população local.
I Parada LGBT de Trindade supera expectativas
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Aconteceu neste domingo, 1º de
novembro, a I Parada LGBT de Trindade. A “capital da fé” se coloriu com
as cores do arco-íris e deu o seu primeiro grito contra o racismo, o
machismo e a homofobia. Com o tema “É preciso conhecer para respeitar”,
alguns milhares de pessoas se reuniram nas adjacências do Ginásio
Armando Greco para festejar o orgulho LGBT.
Foram mais de três meses de negociações, e de muitos entraves, até que o Grupo da Diversidade LGBT de Anápolis (GDA) tivesse em mãos o documento que, enfim, autorizava a realização do evento. A primeira parada da cidade ainda contou com o apoio da Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás (APOGLBT-GO), Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura Aparecidense (ACDH-A) e União dos Jovens Socialistas de Anápolis (UJS).
A concentração começou por volta das doze horas, com o fechamento das ruas e a decoração dos trios. Uma imensa bandeira do arco-íris foi erguida na faixa central da principal avenida da cidade, chamando a atenção dos transeuntes. Aos poucos, os bares das imediações foram ficando lotados.
Por volta das dezesseis horas, um forte temporal desabou sobre a cidade, obrigando os manifestantes a se abrigarem sob as marquises do ginásio; mas nada que diminuísse a empolgação e o entusiasmo. Muitos aproveitaram esse momento para fazer o Teste Rápido de Fluído Oral, oferecido na “Tenda da Prevenção”, que foi organizada em parceria com o Fórum de Transexuais de Goiás. Na oportunidade foram realizados cerca de 80 testes.
Passada a chuva, começaram as atividades no trio principal. Se apresentaram DJ Juno Duran, Daniel gogodance, a drag Bulclea Clea, Salete Lopez (Miss Trindade) e a top drag Waysla Blond. Devido à pista encharcada pela chuva, as apresentações dos Bondes de Funk não puderam ser realizadas, tendo em vista a segurança dos dançarinos. Na sequência, Marco Aurélio Oliveira, do grupo Oxumaré/Ypê Rosa fez um inflamado discurso sobre a importância desse momento histórico para a cidade e também da necessidade de se lutar pela questão dos direitos humanos e da cidadania LGBT. Gleidson Campos, Mayck e Francisco Mendes foram outros militantes que fizeram uso da palavra.
Por volta das dezoito horas e trinta minutos, após a execução do Hino Nacional, a multidão saiu em passeata pelas ruas principais da cidade, chamando a atenção dos moradores por onde passava. A noite caiu e junto com ela, mais uma pancada de chuva. Mas, a essa altura, a chuva serviu apenas para lavar a alma dos manifestantes, que acabavam de escrever um capítulo importante do movimento LGBT de Goiás: levar as manifestações do orgulho para as ruas de mais uma cidade. Mas não apenas de mais uma cidade, e sim de uma cidade que é um dos bastiões da fé e da religiosidade no Brasil.
Foram mais de três meses de negociações, e de muitos entraves, até que o Grupo da Diversidade LGBT de Anápolis (GDA) tivesse em mãos o documento que, enfim, autorizava a realização do evento. A primeira parada da cidade ainda contou com o apoio da Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás (APOGLBT-GO), Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura Aparecidense (ACDH-A) e União dos Jovens Socialistas de Anápolis (UJS).
A concentração começou por volta das doze horas, com o fechamento das ruas e a decoração dos trios. Uma imensa bandeira do arco-íris foi erguida na faixa central da principal avenida da cidade, chamando a atenção dos transeuntes. Aos poucos, os bares das imediações foram ficando lotados.
Por volta das dezesseis horas, um forte temporal desabou sobre a cidade, obrigando os manifestantes a se abrigarem sob as marquises do ginásio; mas nada que diminuísse a empolgação e o entusiasmo. Muitos aproveitaram esse momento para fazer o Teste Rápido de Fluído Oral, oferecido na “Tenda da Prevenção”, que foi organizada em parceria com o Fórum de Transexuais de Goiás. Na oportunidade foram realizados cerca de 80 testes.
Passada a chuva, começaram as atividades no trio principal. Se apresentaram DJ Juno Duran, Daniel gogodance, a drag Bulclea Clea, Salete Lopez (Miss Trindade) e a top drag Waysla Blond. Devido à pista encharcada pela chuva, as apresentações dos Bondes de Funk não puderam ser realizadas, tendo em vista a segurança dos dançarinos. Na sequência, Marco Aurélio Oliveira, do grupo Oxumaré/Ypê Rosa fez um inflamado discurso sobre a importância desse momento histórico para a cidade e também da necessidade de se lutar pela questão dos direitos humanos e da cidadania LGBT. Gleidson Campos, Mayck e Francisco Mendes foram outros militantes que fizeram uso da palavra.
Por volta das dezoito horas e trinta minutos, após a execução do Hino Nacional, a multidão saiu em passeata pelas ruas principais da cidade, chamando a atenção dos moradores por onde passava. A noite caiu e junto com ela, mais uma pancada de chuva. Mas, a essa altura, a chuva serviu apenas para lavar a alma dos manifestantes, que acabavam de escrever um capítulo importante do movimento LGBT de Goiás: levar as manifestações do orgulho para as ruas de mais uma cidade. Mas não apenas de mais uma cidade, e sim de uma cidade que é um dos bastiões da fé e da religiosidade no Brasil.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
I Parada LGBT de Trindade acontece em 1º Nov
II Parada LGBT da Cidade de Goiás
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Aconteceu neste domingo, 18 de outubro, a II Parada do Orgulho LGBT da Cidade de Goiás. Na tarde de sábado, 17/10, uma equipe das ONG organizadoras chegou à cidade para reforçar os trabalhos de divulgação, percorrendo alguns pontos turísticos, áreas de lazer e áreas residenciais da cidade. À noite o grupo participou de um sarau nas proximidades da Casa de Cora e fez panfletagem na Praça do Coreto. Para terminar a noite, ainda teve uma passagem pelo ‘happy hour’ da Praça de Eventos.
Na manhã de domingo, por volta das dez horas, a equipe se deslocou para o local de concentração e iniciou a montagem da estrutura. A parada deste ano contou com diversos complicadores, como a falta de água e energia. A cidade está enfrentando um severo racionamento. A temperatura, na casa dos quarenta graus, foi outro fator que prejudicou o comparecimento do público, que chegou, em sua maioria, depois das dezessete horas, quando o calor começou a abrandar.
Foi montada pela Secretaria Municipal de Saúde uma “Tenda da Prevenção”, com a aplicação de vacinas contra Hepatites e Febre Amarela. O médico e as enfermeiras distribuíram preservativos, materiais informativos, e ainda orientaram os presentes a respeito da prevenção das DST/AIDS. Em parceria com as ONG organizadoras do evento, o Grupo Pela Vidda, de Goiânia, aplicou o Teste Rápido de Fluido Oral, para detecção do HIV/AIDS. Nesta jornada foram aplicados quase 200 testes.
O evento contou ainda com a presença do Bonde dos Abusados, DJs, gogo boys, drag queens, misses, etc. Fizeram uso da palavra os ativistas Marco Aurélio (do Grupo Ypê Rosa), Odílio Torres (Assessor Municipal da Diversidade, de Goiânia), Juno Duran (presidente do GDA, de Anápolis) e Francisco Mendes (presidente da APOGLBT-GO). Um professor do ensino médio, assumidamente gay, também fez uso da palavra para relatar a sua experiência enquanto gay e figura pública da cidade. Os microfones ficaram a cargo de Gleidson Campos, Paulo Henrique Borges e Leonardo Ferreira. O objetivo da APOGLBT-GO é capacitar os jovens para que assumam o protagonismo do movimento no estado de Goiás.
Por volta das dezoito horas e trinta minutos, logo após a execução do Hino Nacional, os participantes deram início à passeata pelas ladeiras da cidade histórica. Ao som de muita música e gritos de ordem, a manifestação foi chamando a atenção de todos, por onde passava. Famílias inteiras, idosos e muitas crianças postaram-se nas calçadas para acompanhar o desfile. Chamou a atenção uma família que agitava uma bandeira do arco-íris. Depois de posar para uma foto com militantes, a mulher relatou que é mãe de uma lésbica e, que, por isso, toda a família apoia o movimento LGBT. Um grupo de motoqueiros e outro de motoristas também acompanhou o percurso, transformando a parada em uma carreata.
Já na parte final do trajeto, o cortejo parou em frente à Câmara Municipal, quando militantes fizeram discursos cobrando da classe política, de todas as esferas governamentais, as políticas públicas para a população LGBT.
Pouco depois a passeata chegou ao ponto de partida. O som permaneceu ligado por algum tempo, para alegria dos presentes. Como ponto positivo da edição de 2015, foi constatada a presença de muitos LGBT locais acompanhando a passeata, o que não havia acontecido no ano anterior. Merece registro também a presença de muitos idosos e crianças, o que tem diferenciado a parada da Cidade de Goiás das demais do interior goiano.
A II Parada LGBT da Cidade de Goiás foi realizada pela APOGLBT-GO (Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás) em parceria com as ONG GDA (Grupo da Diversidade LGBT de Anápolis), ACDH-A (Associação de Cidadania, Direitos Humanos e Cultura Aparecidense) e foi apoiada pelo Ministério da Saúde, Prefeitura Municipal da Cidade de Goiás através das secretarias de Saúde, Cultura e Turismo. Contou ainda com o apoio da Polícia Militar, SAMU, Corpo de Bombeiros e Saneago.
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II Parada da Cidade de Goiás /GO acontece dia 18/10
I Parada LGBT de Anicuns
O GDA (Grupo da Diversidade LGBT de
Anápolis) realizou neste domingo, 11/10, a I Parada do Orgulho LGBT de
Anicuns. A atividade foi uma parceria com as ONG APOGLBT-GO, ACDH-A e
UJS.
Que você, leitor, nos permita a licença poética. Hoje, ao invés do tom jornalístico de nossas coberturas vamos adotar o tom da crônica, pois uma parada tão encantadora como foi a de Anicuns não pode ser narrada com o tom formal de uma matéria jornalística.
Anicuns é uma cidade de vinte e poucos mil habitantes, logo não se poderia esperar multidões como em Aparecida de Goiânia ou Goiânia. Mas, o que mais chamou a atenção nesta parada foi o envolvimento das pessoas. Quando a equipe da capital chegou para iniciar os trabalhos, logo na entrada da cidade já foi recebida por um grupo de LGBT, formado principalmente por travestis, que estavam ali prontas para ajudar. Com tamanho empenho, a estrutura foi rapidamente montada. Mas esta não era a única demonstração de cordialidade: por volta das dez horas da manhã, as anfitriãs preparam um lanche para a equipe que estava trabalhando na montagem e um pouco mais tarde foi servido um almoço. E nada disso foi articulado por órgão público ou instituição, mas partiu da iniciativa dos próprios LGBT da cidade, que mais tarde cederam suas casas para que a equipe de Goiânia tomasse banho e se preparasse para o evento.
A parada começou tímida, pois havia um receio geral na cidade do que haveria de ser essa tal “parada gay”. A ideia que os habitantes tinham na cabeça, segundo relataram, era daqueles eventos gigantescos dos grandes centros; dos tumultos que “certamente aconteceriam” e, principalmente, dos excessos como cenas de nudez ou afrontas religiosas. Felizmente nada disso aconteceu. A Polícia Militar, muito solícita e prestativa, não registrou uma única ocorrência. Os religiosos, que faziam um culto no trajeto da parada, aplaudiram os manifestantes pela atitude educada de desligar o som do trio durante a passagem em frente ao templo. Ao que os LGBT retribuíram com outra salva de palmas.
Quem quebrou o gelo foi mesmo o pessoal da excursão de Goiânia, que chegou cantando e entoando gritos de ordem do movimento. Aos poucos a população foi se aproximando e como se pode ver nas fotos, muitas famílias, idosos e crianças se juntaram ao grupo para assistir às apresentações dos DJs, Drag Queens, Gogo boys e principalmente da Rainha das Paradas da APOGLBT-GO, Thayná Moura, que arrancou efusivos aplausos dos presentes.
Também chamou a atenção a “Tenda da Prevenção” montada pelas funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde. Poucas vezes se viu em uma parada LGBT uma tenda tão bem decorada, com tamanho bom gosto. Mas o principal era a sua função: distribuir preservativos, materiais informativos e orientar o público a respeito da prevenção das DST/AIDS.
Por volta das dezoito horas, o grupo saiu em passeata pelas principais avenidas da cidade. Aquelas pessoas tímidas, temerosas de serem vistas em um evento dessa natureza e que não tiveram coragem de ir ao local da concentração, não resistiram e se postaram nas calçadas para ver o cortejo passar. Sentadas, confortavelmente em suas cadeiras, como é comum nas cidades calmas do interior. Alguns motoristas e motociclistas incrementaram a carreata com o som de suas buzinas, chamando ainda mais a atenção dos moradores. Por onde o grupo passava, era saudado pelas pessoas nas calçadas. De resto, até um grupo de cães acompanhou a passeata. O percurso teve cerca de três quilômetros e terminou no local de partida, com todos querendo um pouco mais daquela manifestação política que mais pareceu uma confraternização entre amigos.
Enfim, a I Parada LGBT de Anicuns cumpriu a sua finalidade, que era a de levar as ações de prevenção das DST/AIDS até as pequenas cidades do interior, pois segundo dados do Ministério da Saúde, uma das constatações que mais preocupam é o avanço dessas endemias em áreas interioranas. Por outro lado, como o tema da parada já dizia, “é preciso conhecer para respeitar”, ou seja, a comunidade local teve a oportunidade de ter um contato mais próximo com a cultura LGBT e suas reivindicações em matérias como direitos humanos e cidadania. O que se espera é que agora essa comunidade tenha um outro olhar a respeito da questão LGBT. E a julgar pelas manifestações positivas, pela boa impressão causada pelas pessoas que participaram da parada, não é exagero afirmar que na simpática cidade de Anicuns, não ficaremos apenas na primeira parada, mas teremos a segunda, a terceira e muitas outras. Como afirmou Francisco Mendes, coordenador do evento, “quantidade não é qualidade e a parada de Anicuns se destacou justamente por ser uma parada politizada, que contou com o envolvimento da comunidade. Isso sim, é muito importante.” Vale lembrar que a primeira parada de Goiânia, em 1997, reuniu apenas 09 (nove) manifestantes e cerca de 20 (vinte) policiais! A julgar por essa comparação, a I Parada de Anicuns foi um sucesso!
O GDA e as ONG parceiras agradecem à Polícia Militar, SAMU, Secretaria Municipal de Saúde, Rádio Anicuns FM, aos militantes, aos artistas, aos LGBT locais, a todos os participantes e à toda à comunidade anicuense, que ajudaram a fazer da I Parada LGBT de Anicuns um ‘grande’ evento.
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Que você, leitor, nos permita a licença poética. Hoje, ao invés do tom jornalístico de nossas coberturas vamos adotar o tom da crônica, pois uma parada tão encantadora como foi a de Anicuns não pode ser narrada com o tom formal de uma matéria jornalística.
Anicuns é uma cidade de vinte e poucos mil habitantes, logo não se poderia esperar multidões como em Aparecida de Goiânia ou Goiânia. Mas, o que mais chamou a atenção nesta parada foi o envolvimento das pessoas. Quando a equipe da capital chegou para iniciar os trabalhos, logo na entrada da cidade já foi recebida por um grupo de LGBT, formado principalmente por travestis, que estavam ali prontas para ajudar. Com tamanho empenho, a estrutura foi rapidamente montada. Mas esta não era a única demonstração de cordialidade: por volta das dez horas da manhã, as anfitriãs preparam um lanche para a equipe que estava trabalhando na montagem e um pouco mais tarde foi servido um almoço. E nada disso foi articulado por órgão público ou instituição, mas partiu da iniciativa dos próprios LGBT da cidade, que mais tarde cederam suas casas para que a equipe de Goiânia tomasse banho e se preparasse para o evento.
A parada começou tímida, pois havia um receio geral na cidade do que haveria de ser essa tal “parada gay”. A ideia que os habitantes tinham na cabeça, segundo relataram, era daqueles eventos gigantescos dos grandes centros; dos tumultos que “certamente aconteceriam” e, principalmente, dos excessos como cenas de nudez ou afrontas religiosas. Felizmente nada disso aconteceu. A Polícia Militar, muito solícita e prestativa, não registrou uma única ocorrência. Os religiosos, que faziam um culto no trajeto da parada, aplaudiram os manifestantes pela atitude educada de desligar o som do trio durante a passagem em frente ao templo. Ao que os LGBT retribuíram com outra salva de palmas.
Quem quebrou o gelo foi mesmo o pessoal da excursão de Goiânia, que chegou cantando e entoando gritos de ordem do movimento. Aos poucos a população foi se aproximando e como se pode ver nas fotos, muitas famílias, idosos e crianças se juntaram ao grupo para assistir às apresentações dos DJs, Drag Queens, Gogo boys e principalmente da Rainha das Paradas da APOGLBT-GO, Thayná Moura, que arrancou efusivos aplausos dos presentes.
Também chamou a atenção a “Tenda da Prevenção” montada pelas funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde. Poucas vezes se viu em uma parada LGBT uma tenda tão bem decorada, com tamanho bom gosto. Mas o principal era a sua função: distribuir preservativos, materiais informativos e orientar o público a respeito da prevenção das DST/AIDS.
Por volta das dezoito horas, o grupo saiu em passeata pelas principais avenidas da cidade. Aquelas pessoas tímidas, temerosas de serem vistas em um evento dessa natureza e que não tiveram coragem de ir ao local da concentração, não resistiram e se postaram nas calçadas para ver o cortejo passar. Sentadas, confortavelmente em suas cadeiras, como é comum nas cidades calmas do interior. Alguns motoristas e motociclistas incrementaram a carreata com o som de suas buzinas, chamando ainda mais a atenção dos moradores. Por onde o grupo passava, era saudado pelas pessoas nas calçadas. De resto, até um grupo de cães acompanhou a passeata. O percurso teve cerca de três quilômetros e terminou no local de partida, com todos querendo um pouco mais daquela manifestação política que mais pareceu uma confraternização entre amigos.
Enfim, a I Parada LGBT de Anicuns cumpriu a sua finalidade, que era a de levar as ações de prevenção das DST/AIDS até as pequenas cidades do interior, pois segundo dados do Ministério da Saúde, uma das constatações que mais preocupam é o avanço dessas endemias em áreas interioranas. Por outro lado, como o tema da parada já dizia, “é preciso conhecer para respeitar”, ou seja, a comunidade local teve a oportunidade de ter um contato mais próximo com a cultura LGBT e suas reivindicações em matérias como direitos humanos e cidadania. O que se espera é que agora essa comunidade tenha um outro olhar a respeito da questão LGBT. E a julgar pelas manifestações positivas, pela boa impressão causada pelas pessoas que participaram da parada, não é exagero afirmar que na simpática cidade de Anicuns, não ficaremos apenas na primeira parada, mas teremos a segunda, a terceira e muitas outras. Como afirmou Francisco Mendes, coordenador do evento, “quantidade não é qualidade e a parada de Anicuns se destacou justamente por ser uma parada politizada, que contou com o envolvimento da comunidade. Isso sim, é muito importante.” Vale lembrar que a primeira parada de Goiânia, em 1997, reuniu apenas 09 (nove) manifestantes e cerca de 20 (vinte) policiais! A julgar por essa comparação, a I Parada de Anicuns foi um sucesso!
O GDA e as ONG parceiras agradecem à Polícia Militar, SAMU, Secretaria Municipal de Saúde, Rádio Anicuns FM, aos militantes, aos artistas, aos LGBT locais, a todos os participantes e à toda à comunidade anicuense, que ajudaram a fazer da I Parada LGBT de Anicuns um ‘grande’ evento.
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XX Parada LGBT de Goiânia
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
I Parada de Anicuns/GO acontece dia 11/10
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Na manhã desta quarta-feira, dia 23, Francisco Mendes, presidente da APOGLBT-GO, se reuniu
com militantes da cidade e também com Secretários Municipais. Em pauta,
os preparativos para a I PARADA DO ORGULHO LGBT DE ANICUNS - GO, que foi
confirmada para o dia 11 de outubro, às quatorze horas, com
concentração em frente ao Centro de Convenções. Parabéns ao grupo pelo
engajamento na luta pela prevenção das DST/AIDS, bem como na luta contra
o preconceito, o machismo e a homofobia. O evento é uma realização do
GDA (Grupo G Diversidade Lgbt De Anapolis em parceria com as ONG
APOGLBT-GO, ACDH-A e UJS-Anápolis.
EXCURSÃO saindo de Goiânia:
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